Nesta semana, recebi um e-mail de Ana Paula, lá da Bahia, perguntando-me sobre uma boa recordação.
E para responder à sua doce indagação, deixei que a memória falasse em versos —
assim nasceu este poema.
Na galeria onde brilham nomes e feitos,
aluna que transforma o saber em aurora,
e o esforço em verso silencioso de grandeza.
Entre livros, sonhos e madrugadas,
ela construiu seu próprio constelar —
feita de estudo, coragem e ternura,
como quem aprende também a iluminar.
Seus olhos carregam perguntas e horizontes,
suas mãos moldam o amanhã com doçura.
Não busca aplausos — busca sentido,
pois sabe que o verdadeiro saber é sem moldura.
Na Galeria dos Notáveis, seu nome repousa,
não como estátua, mas como chama viva,
recordando que o mérito não nasce do acaso,
mas da alma que insiste, mesmo cansada, e prossegue altiva.
E quando o tempo folhear essas páginas douradas,
verá em Camilla o reflexo de todos os que ousam sonhar:
os que estudam não por dever, mas por amor —
e fazem do conhecimento sua forma de eternizar.