Setembro é ponte, não é fim. É tempo de ouvir, acolher, entender.

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Setembro veste-se de amarelo,
cor do sol, da flor, da luz do dia,
mas também da esperança que é singela
e da vida que, às vezes, silencia.

É o grito que ninguém escutou,
o sorriso que escondia a dor,
é o abraço que não se apertou,
o pedido velado por amor.

Não é fraqueza o que se sente,
é cansaço da alma, do peito,
é um nó no olhar descontente
pedindo socorro em silêncio e respeito.

Setembro é ponte, não é fim.
É tempo de ouvir, acolher, entender.
De dizer: “você importa pra mim”,
mesmo sem muito saber o que dizer.

Porque viver é caminho incerto,
mas nenhum passo precisa ser sozinho.
Há sempre alguém por perto,
há sempre razão para um novo caminho.

Então, que o amarelo ilumine a escuridão,
como farol em mar agitado.
Que a vida encontre compreensão,
e cada coração, seja amparado.





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