Não é só um grito,
é um eco antigo,
um tambor que pulsa na pele,
um sopro de resistência
que atravessa séculos.
É dizer:
meu corpo não é alvo,
minha vida não é estatística,
meu nome não será esquecido.
É um canto que brota das ruas,
das mães que choram,
dos sonhos roubados,
mas também das mãos que constroem
futuros possíveis.
Vidas Negras importam
porque a história insiste em calar,
mas a voz insiste em existir.
É raiz, é luta,
é direito de respirar,
de viver,
de florescer
sem pedir licença.
Que cada palavra seja ponte,
que cada gesto seja cuidado.
E que o mundo entenda:
não é pedido,
é justiça.